Como o Design Emocional, Don Norman e Steve Jobs podem ajudar você a melhorar os seus resultados!

Veja como o design emocional pode ajudar no sucesso do seu projeto.

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Eae!

Td bele?

Neste artigo irei falar sobre Design Emocional, ou se preferir, “Emotional Design”.

O Design em si é algo essencial para qualquer projeto ou qualquer empresa que pretende alcançar, ou manter, um alto nível. Entretanto não basta apenas pensar em aspectos apenas técnicos e formais. Muitas vezes a gente só pensa em tais aspectos.

Porém não podemos esquecer para quem fazemos as coisas, para quem todo o nosso trabalho é direcionado…

E você sabe quem é que consome tudo o que produzimos??

São simplesmente pessoas!

Resposta óbvia, eu sei, mas parace que esquecemos em determinados momentos.

Nós criamos para pessoas e pessoas são regidas por algo essencial e de que todos compartilham. Algo chamado “emoção”.

O Ser humano não é uma base de dados é uma base de sentimentos e emoções, por isso ao criarmos alguma peça de Design, seja web, gráfico, produto, etc; devemos levar em consideração esse fator emocional e utilizá-lo a nosso favor.

O Design Emocional propõe uma maneira diferente de enxergar a experiência do usuário, partindo do princípio que o usuário é muito mais influenciado por desejos, aspirações, instintos e o subconsciente, do que pela razão.

E podemos, como já citei, usar o design emocional desde a internet, como no design focado em conversão [ clique aqui para saber mais! ], até a produtos físicos e tangíveis.

Como utilizar a emoção no design?

Antes de tudo é preciso saber como a emoção basicamente, claro, funciona:

 1) Sensação e percepção – Nível fisiológico:

  • Estímulo inicial.

2) Cognição – Compreensão da informação:

  • Significado;
  •  Associações;
  • Memória, experiências e conhecimentos já existentes.

3) Afeto:

  •  Inconsciente.

4) Emoção – Foco determinado

  • Atribuição de significados ao objeto em questão.

5) Sentimento – Pré-disposição de comportamento

  • Atribuição de valores ao objeto em questão.

Como podemos notar a funcionalidade somente não é o fator principal para despertar o desejo e sentimento em adquirir algo. Existem tópicos que podemos lidar ao desenvolver um projeto de design sem precisar necessariamente ser um “Freud” da vida.

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Você como criativo pode atingir com seu design todos os 5 tópicos, porém mesmo que não seja possível atingir todos com o seu trabalho, no mínimo, com certeza , você é responsável direito pela percepção (primeiro contato) e pela cognição (interpretação) que o usuário terá ao utilizar determinada peça.

Claro que algumas questões, como experiências individuais por exemplo, são muito difíceis de prever, porém existem significados, associações e experiências que atingem um grupo ou a maior parte das pessoas e sabendo disso pode-se usar nos projetos.

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E uma prova disso está em nós mesmos. Você consegue lembrar quantas coisas você já comprou porque simplesmente achou ser mais atraente/bonito? Ou porque você gostou do carro Y ao invés do X, mesmo o carro X sendo teoricamente mais funcional que o Y?

Fato é que quando estamos projetando algo tendemos a usar mais a lógica, porém esquecemos que no mundo do consumidor, do seu cliente, a emoção na hora da decisão de compra conta muito, mas muito mais que a lógica.

Quantas vezes você saiu de um site ou deixou de comprar algo em uma loja virtual porque o design da página não era razoável, não era esteticamente aceitável?

No famoso livro Design Emocional: Por que adoramos (ou detestamos) os objetos do dia a dia, Don Norman relaciona três pontos emocionais que um produto de qualidade, bem produzido e projetado, deve atingir para alcançar o sucesso:

Nível Visceral

Este é o nível do nosso subconsciente e do “instinto”. Também tem a ver com a experiência sensorial que temos ao interagir com um produto. O nível visceral que nos faz gostar e achar mais bonitas coisas alinhadas e ordenadas e mais feias e antipáticas as coisas desorganizadas.

Nível Comportamental

Tem a ver com o nível de funcionamento das coisas, com a praticidade e utilidade. É como o produto é utilizado, sua eficácia e usabilidade. O nível comportamental acontece de forma inconsciente.

Nível Reflexivo

Este nível engloba a lógica, o sentido, a razão. Tem a ver com status social, um sentimento de como as outras pessoas nos enxergam, de que como o produto ajuda a construir a imagem de nós mesmo que desejamos.

Se utilizarmos tais pontos para avaliar um IPhone, por exemplo, chegaríamos a tais conceitos:

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Visceral: Elegante, simples, brilhante.

Comportamental: fácil de usar, alta performance, conectividade.

Reflexivo: status social, diferente, legal (cool).

Deixando o comum e criando o extraordinário!

Design não é apenas o que parece e o que se sente. Design é como funciona – Steve Jobs

O design emocional pode transformar o comum em algo extraordinário e o genial Steve Jobs sabia muito bem disso. Suas apresentações eram simplesmente sensacionais e ele deixava o público louco para obter os seus produtos. E ele não precisava nem ao menos citar o nome do produto durante apresentação.

E sabe como ele fazia isso?

Ele unia um produto de uma ótima qualidade estética, somada a uma excelente experiência de usuário e facilidade de uso; e demonstrava tudo isso de forma excepcional nas apresentações de lançamentos dos produtos. Ele conseguia despertar o desejo do público e esse desejo depois se transformava em satisfação ao ter aquele magnífico produto.

Com isso ele ajudou a Apple ir além e criar verdadeiros fãs religiosos que desejam e utilizam seus produtos até hoje, mesmo após a sua morte.

E o mais absurdo é que muitos dos seus produtos não eram essenciais para aquelas pessoas que o assistiam. Você já parou para pensar que você não deve usar nem 50% do potencial do seu smartphone? A maioria das coisas que tem um smartphone não são essências para gente, mas mesmo assim a gente quer “aquele aparelho” do momento com centenas de opções que nunca nem usaremos a metade delas.

Pode parecer ser que ele fazia uma lavagem cerebral, mas não é isso. Ele entendia a questão do emocional e unia os três pilares (Nível Visceral, Nível Comportamental e Nível Reflexivo) no desenvolvimento dos produtos e sabia utilizá-los na hora de apresentar e vendê-los.

Utilize o Design Emocional na prática.

É preciso humanizar cada vez nossas ações. Entender que lidamos com pessoas e que pessoas são uma base de sentimentos, emoções, e não uma base de dados racional, pode simplesmente transformar um destino de um projeto criativo.

“Se facilidade de uso fosse o único requisito, estaríamos todos andando de triciclos” –  Douglas Engelbart, inventor do mouse.

As pessoas compram não somente porque o produto é funcional e vai resolver o problema. Elas compram muito mais porque o produto é bonito, porque ele traz status ou porque é a tal pessoa que está vendendo.

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Na maior parte do tempo as pessoas compram baseadas na emoção e usam a razão, com base na lógica, para justificar a compra. É claro que não adianta utilizar somente design emocional e apostar em algo difícil de usar e de alta complexidade. Na verdade é uma conjuntura de elementos, ações e fatos alinhados de maneira coerente.

Portanto, o design emocional é uma ferramenta que pode ser utilizada como um fator importante na decisão de compra, capaz de desencadear um processo emocional levando as pessoas a amarem um certo produto.

Sendo assim use o design para também tocar na emoção do seu cliente. Com isso você aumentará suas chances de sucesso. Use seu o design emocional com parcimônia, galucho :D

E você? Você usa design emocional em seus projetos?

Até mais!

Forte abraço!

Referências:

uxdesign.blog.br

Livro: Design Emocional – Por que Adoramos (ou Detestamos) os Objetos do Dia-a-dia.

David Arty

Olá. Sou David Arty, fundador do blog Chief of Design.
Sou natural de São Paulo, Brasil. Trabalho com design, principalmente com design para web, desde 2009. Procuro transformar ideias loucas e complexas em peças simples, atrativas e funcionais.